ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE(OMS) PÚBLICA REVISÃO SOBRE O BRONZEAMENTO
Na folha de fatos de número 287(fact sheet 287), publicada em abril de 2010 pela OMS, e disponível e em seu site www.who.int (LINK DIRETO), esta renomada organização mundial revisou sua posição sobre camas de bronzeamento, chamando a atenção os seguintes pontos:
2º parágrafo, 2a frase:
"Existem evidências crescentes que o ultravioleta emitido pelas lâmpadas usadas nas camas de bronzeamento podem danificar a pele e aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele."
Comentários: a própria OMS reconhece que não existe conclusão de que o simples uso de camas de bronzeamento causa câncer de pele. O recente estudo publicado por oncologistas convocados pelo IARC não foi considerado. Sendo estes os dois pilares que sustentaram a proibição da atividade perguntamos à ANVISA qual a base científica para suas alegações?
5º parágrafo, 1ª frase :
"Exposição ao ultravioleta, seja naturalmente do sol ou de uma cama de bronzeamento, é um fator de risco conhecido para o câncer de pele. (...) Um estudo conduzido na Noruega e na Suécia mostrou um significante aumento no risco do melanoma maligno e entre mulheres que regularmente o usavam camas de bronzeamento".
Comentários: A OMS coloca os riscos da cama de bronzeamento e do sol no mesmo nível. Logo, proibir o bronzeamento seria equivalente a proibir a exposição ao sol. Ademais, somente estudos realizados em países com grande número de pessoas de pele albina( pele e olhos claros), que possuem um risco genético aumentado, mostraram alguma relação entre melanoma e camas de bronzeamento. Considerando que os estudos em países mais tropicais não mostram esta relação, com base em quê a ANVISA considera um alto risco para os brasileiros o uso de camas de bronzeamento?
7º parágrafo , a 1ª frase
"Qualquer exposição ao ultra violeta, não apenas das camas de bronzeamento, podem resultar em dano estrutural a pele humana".
Veja comentário anterior.
11º parágrafo, 1ª frase
"Exposição ao ultravioleta na infância e o número de vezes que uma criança e se queima por ultravioleta, tanto do sol quanto nas camas de bronzeamento, são conhecidos em aumentar o risco de desenvolver melanoma mais tarde na vida. Por essa razão, a atenção particular é requerida para assegurar que crianças e adolescentes não usem camas de bronzeamento."
Comentários: a OMS recomenda apenas que crianças e adolescentes não usem camas de bronzeamento. Por que a ANVISA proíbe que todos não usem camas de bronzeamento?
14º parágrafo, 1ª frase
"Enquanto as camas de bronzeamento podem aumentar a síntese de vitamina D, predominantemente do componente UVB,(...)"
Comentários: A ANVISA diz que não existe benefício no uso de camas de bronzeamento. Enquanto isto, várias pesquisas, como o da Fundação Internacional de Osteoporose, mostram que cerca de 50% dos brasileiros são deficientes em vitamina D, uma das principais causas dos mais de 1.200.000 fraturas de osteoporose anuais, além do aumento de diversos tipos de doenças (VEJA AS PESQUISAS). Perguntamos: se o uso de camas de bronzeamento pode regularizar os níveis de vitamina D para os cerca de 50% dos brasileiros, não seria seu benefício dezenas de vezes maior do que o risco?
17º parágrafo, 1ª frase
"Enquanto as camas de bronzeamento estejam disponíveis para o público, existe necessidade de normas ou legislação para reduzir os riscos associados com seu uso. A OMS encoraja os governos a formular e estabelecer leis efetivas regulando o uso de camas de bronzeamento.(...) A maior prioridade regulatória deve ser a restrição do uso de pessoas abaixo de 18 anos assim como banir equipamentos sem supervisão de pessoal treinado."
Comentários: A ANVISA contraria a recomendação da OMS ao não estabelecer regras efetivas para uso de camas de bronzeamento, o que já existia e atendia as prioridades recomendadas pela OMS. Sem regulação, o mercado clandestino acaba se tornando um potencial de riscos muito maior que o mercado regulado.
Após mais de dez meses da divulgação do estudo do grupo de oncologistas convocados pela IARC que apontou ligação entre o uso de camas de bronzeamento e câncer de pele, e motivou a proibição da atividade no Brasil, nenhum outro país do mundo seguiu o mesmo caminho, assim como as recomendações da OMS permanecerão similares às publicadas desde 2003.
Impressiona muito que em um país em que não existe nenhum especialista científico reconhecido no tema de camas de bronzeamento haja interpretações tão pretensiosas a ponto de ir além das conclusões de todos países desenvolvidos e de entidades como a OMS.
Infelizmente aqui também nossas autoridades dão exemplo de "querer fazer moda".